Cerveja: vilã ou mocinha ?
Pesquisas afirmam que o consumo moderado da bebida reduz o risco de doenças cardíacas e melhora o sistema imunológico
Preferência nacional, a cerveja sempre foi
vista como uma inimiga da boa forma e
relacionada a diversas doenças ocasionadas
pelo alcoolismo.
O que muita gente ainda não sabe é que, quando consumida com moderação, a bebida pode trazer muitos benefícios à saúde.
Segundo pesquisas europeias, quem bebe cerveja moderadamente tem 30% de chances a menos de contrair a doença de Parkinson.
Além disso, o consumo moderado da bebida reduz o risco de doenças cardíacas, melhora o sistema imunológico e ajuda na prevenção contra o câncer.
PropriedadesSe você duvida das informações acima é preciso, antes de mais nada, conhecer as propriedades da cerveja.
Bebida equilibrada e de baixo teor alcoólico,
ela possui níveis importantes de vitaminas e minerais que beneficiam o organismo humano. Por exemplo, a cerveja é rica em vitaminas do complexo B, que atuam sobre o funcionamento dos músculos, nervos e do cérebro.
Ela ainda age sobre o metabolismo das
gorduras e ajuda na manutenção dos tecidos.
Na bebida também podem ser encontrados minerais, como cálcio e silício – que são componentes essenciais para a composição dos ossos – além do potássio, que junto com o cálcio ajuda no bom funcionamento do coração.
Outro componente presente na cerveja que merece destaque é o lúpulo, um sedativo suave e estimulante do apetite.
A bebida contém ainda ácido fosfórico, que tem bons efeitos sobre a pele e era usado na Antiguidade como cosmético.
Além disso, ele é um alimento seguro do ponto de vista sanitário, pela ausência de micro-organismos patogênicos e pelo fato de suas principais matérias-primas (água,
levedo e malte) serem facilmente controladas.
Cerveja engorda?Esqueça essa história de que a cerveja é inimiga da boa forma.
Uma pesquisa realizada pelo Scientific Institute
for Public Health Louis Pasteur, da Bélgica, concluiu que a bebida e a obesidade não possuem relação.
O estudo considerou fatores sócio-econômicos, presença ou não de doenças crônicas, tabagismo, hábitos alimentares,
atividade física, idade e acesso a assistência médica.
No grupo de pessoas analisadas durante um ano, o subgrupo dos bebedores de cerveja era menos obeso que o subgrupo dos não-bebedores de cerveja.
Depois de analisar todos os outros fatores, concluiu-se que o consumo de cerveja não contribui para a obesidade.
Um outro estudo, dessa vez liderado pela International Association for the Study of Obesity (IASO), afirmou que o estilo de vida possui muito mais influência no sobrepeso
do que a ingestão da cerveja.
O que realmente propicia o aumento de peso são os acompanhamentos da bebida, ricos em calorias, como batatas fritas, amendoins, salsichas, torresmos, churrasco, entre outros.
Apesar de tantos benefícios, é preciso lembrar que a cerveja é uma bebida alcoólica e deve ser consumida com moderação.
Segundo os especialistas, as mulheres devem
consumir no máximo dois copos de cerveja por dia. Já os homens não devem ultrapassar a dose de quatro copos diários da bebida.
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