Mastologista do Hospital Brasil fala sobre a importância da mamografia

No Dia Nacional da Mamografia, celebrado nesta segunda-feira (5), a mastologista do Hospital e Maternidade Brasil, Melissa Veiga Felizi, explica todas as questões que envolvem o exame que é muito importante para o tratamento do câncer de mama.

A mamografia é um exame de imagem que ajuda a detectar alterações nas mamas realizada com um aparelho de raio-x. O mamógrafo consegue identificar lesões benignas e cânceres, que na maioria das vezes aparecem como nódulos ou cistos. É uma forma eficaz de detectar precocemente o câncer de mama antes mesmo de ser identificado pelo especialista por meio da palpação.

O exame passa a fazer parte da rotina das mulheres anualmente após os 40 anos de idade. Para aqueles pacientes que tem risco aumentado de contrair a doença, Melissa explica que esse rastreamento pode ser iniciado mais cedo. “Nestes casos, o exame deve ser solicitado pelo médico mastologista que orientará a idade de início e o intervalo de tempo em que a mamografia deverá ser realizada, de acordo o risco individual de cada paciente”, orienta.

A mamografia é o único exame que comprovadamente diminui mortalidade por câncer de mama, tipo mais frequente entre as mulheres, e que causa grande número de mortes no país todos os anos. O exame é capaz de detectar tumores pequenos, em estágios precoces, o que aumenta as chances de cura da doença com tratamentos menos agressivos e mutilantes.

Uma das maiores queixas por parte de muitas mulheres que realizam a mamografia é a compressão das mamas. “É importante salientar que a compressão, apesar de desconfortável, é fundamental para a melhor qualidade do exame e mais fácil visualização de possíveis lesões”, explica.

A mamografia quando realizada sem orientação médica e em intervalos de tempo menores do que o recomendado pode trazer malefícios à saúde devido à radiação à que a paciente é submetida. “Muitas mulheres acabam realizando mais exames do que o necessário por acharem que estarão se protegendo contra a doença, o que é uma falsa sensação. O exame deve ser realizado conforme solicitação médica para que não traga prejuízos”, finaliza.

 

Matéria publicada no Repórter Diário, em 05/02/2018

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